ÍNDICE DAS PERGUNTAS, ACOMPANHADO DE PALAVRAS-CHAVES DAS RESPOSTAS

0:00:35 – Por que aprender latim?
Desenvolvimento da inteligência, línguas declinadas, aprendizado da gramática, funções lógicas, Napoleão Mendes de Almeida, orações subordinadas, etimologia, ordem das artes liberais, ethos, filosofia grega, Boécio, direito romano, Sêneca, o Velho, a justiça nos casos concretos, escravidão, Literatura européia e Idade Média latina, Ernst Robert Curtius, Dante, Homero, Virgílio, Romantismo, História da Literatura Ocidental, Otto Maria Carpeaux, Idade Média, ruptura, processo educativo, Bíblia, Agostinho, Jerônimo, imitação dos antigos, apropriação da cultura antiga, judeus, romanos e gregos, Victor Hugo, Lord Byron, W. B. Yeats, T. S. Eliot, Old Possum’s Book of Practical Cats, The Waste Land, tradição filial a outros poetas, Tradition and the Individual Talent, latinórios em títulos de blogs católicos e hangouts

0:40:13 – Quais os problemas com a filologia acadêmica? Como leitor de latim e grego, você considera que ler o filósofo clássico na língua original faz uma diferença crucial?
Leitura de Aristóteles, interpolações, ambiguidades, erros, treinamento interpretativo, Tomás de Aquino, Joel Pinheiro, sinderese, Teoria dos Quatro Discursos, Olavo de Carvalho, senso intuitivo da língua, entimema, Platão, termo “catarse”, necessidade da formação literária na língua, Louis cita Relações de força, Carlo Ginzburg

0:55:50 – Dado o estabelecimento de um texto a partir dos dados oriundos da filologia, em que medida uma leitura filosófica de um texto de um clássico (por exemplo, Aristóteles) independe da filologia?
Filologia como foco secundário, interpretação filosófica e filológica, sistema semiótico da linguagem, mundo interior da experiência

1:03:50 – Como funciona o Curso de Latim Online?
funcionamento do site, metodologia, ambições do curso, falar e ler latim, processo mental do reconhecimento de palavras, intuição das formas gramaticais, leituras, níveis introdutório, intermediário e avançado, composição ativa, treinamento de sensibilidades, aprendizado independente, Hugo de São Vitor, Quintiliano, erudição desnecessária

1:21:35 – Tendo em vista as atuais metodologias de ensino, focalizando aqui a língua portuguesa, qual é a importância de se estudar gramática hoje na escola?
Importância da gramática entre a humanidade e os alunos de Letras, análise gramatical, hierarquia entre oração principal e oração subordinada, método construtivista de alfabetização, camadas e vozes do texto, Dostoiévski, Bakhtin

1:31:15 – O modo [modernista] de flexibilizar a métrica pode ser aplicado à sintaxe da língua?
Sentido essencial da métrica, Reflections on Vers Libre, T. S. ELiot, fixidez do elemento sonoro da língua, redondilha, decassílabos, métrica natural e oculta, Camões, problemas do alexandrino, sentido ambíguo da gramática, gramática como técnica e matéria bruta social, o poeta é o verdadeiro gramático, sintaxe incomum em verso de Camões, Etimologias, S. Isidoro de Sevilha, estruturas fundamentais da língua, definição de gramática como harmonia

1:51:15 – Qual é a raiz de sujeitos como o Marcos Bagno?
Autores cínicos, preconceito linguístico, sentido implícito, necessidade da complexidade sintática, Pe. António Vieira, Pe. Manuel Bernardes, frases atomizadas do brasileiro atual, colunista e humorista Gregório Não-Sei-Das-Quantas, dissolução do ensino da gramática normativa, paralaxe cognitiva, neurose e militância política, fingimento, burrice ou canalhice?

2:04:55 – O que Falcón estudou especificamente em Semiótica? Umberto Eco seria um grande contribuidor, ou pelo menos divulgador, desta área? Que outros bons autores ou trabalhos há nesta área?
USP, escola francesa de Semiótica, Greimas, Saussure, linguística, Baudolino, Umberto Eco, semântica estrutural, semiótica do discurso, Peirce, tradição medieval e antiga de interpretação linguística, De Interpretatione, meio-termo entre a ciência e a crítica literária, Dicionário de Semiótica, Ensaios De Semiótica Poética, Semiótica das Paixões, Retórica das Paixões, discípulos de Greimas, Jacques Fontanille, Claude Zilberberg, tensões do discurso, balaio de gato, papo de francês, camadas de texto, análise do discurso, Dominique Maingueneau, academia, análise de novela e propaganda de salgadinho, Louis cita Gianni Vattimo e “transcendências autoritárias”

2:20:40 – Sobre os conceitos básicos da Semiótica, qual seria a distinção exata entre a definição de Símbolo, proveniente de uma abordagem clássica, e a de Símbolo definida pela semiótica? Poderia também falar sobre Susanne Langer?
símbolo como matriz de intelecções, signos, Saussure, teorias malucas, símbolo no sentido clássico, Quintiliano, metáfora, alegoria, Bíblia, neoplatonismo, quatro níveis, John de Salisbury, a filosofia como gramática aplicada a um nível de linguagem superior, Salmos, Aristóteles, Escolástica, união de alegoria e filosofia, processo ascendente de conhecimento

2:38:25 – Você disse que “Platão não se lê por livros, mas por perguntas”. Que perguntas te levaram a estudar a filosofia dele? E como tem desenvolvido as respostas para elas?
O problema fundamental de Platão, a verdade translúcida, reconhecer a verdade com a clareza com que se reconhece um familiar, os diálogos como fenômeno pedagógico, “Como educar alguém?”, Protágoras, educação e amor, Fedro, Sócrates dos diálogos, educação socrática, choque de opiniões, libertação da linguagem, Ortega y Gasset, Rebelião das Massas, ideias dos náufragos, a dúvida como estado permanente, envolvimento pessoal da educação, modelo de educação iluminista, Trasímaco, Primeiro Alcibíades

3:01:15 – A pedagogia socrática como libertação das amarras da linguagem, Carlos Nadalim, a dominação pelas figuras de linguagem, rolezinhos, apartheid, gramática como arte técnica, retórica, Aristóteles, dialética platônica, opinião como simulacro formulaico da realidade, destruir os esquemas, mitos, opiniões correntes da nossa cultura, “A Cera e o Fogo, ou Ensaio sobre a Burrice” [http://www.adhominem.com.br/2012/11/a-cera-e-o-fogo-ou-ensaio-sobre-burrice.html], problema da comunicação, banalização espiritual, Fédon, abertura do espírito

3:22:32 – Você considera que é sempre possível “suspender o juízo” sobre as noções armazenadas na linguagem e nas quais nunca pensamos (o “nada sei” socrático) ou sempre resta algo da nossa linguagem a partir do qual temos de fazer uma dialética com o que vem de novidade?
Obra de Platão, beatitude socrática, Protágoras, ascensão, teoria dos quatro discursos, artes liberais, método de desenvolvimento da inteligência, uso de figuras de linguagem, discussões informais, exercícios de sensibilidade com debates, Duns Scotus, “contra principia negantem non est disputandum”

3:39:10 – Você deu exemplos de casos em que a linguagem já vem do “senso comum” deteriorada, mas e nos casos em que a linguagem já vem desde o “alto nível” deteriorada (o caso dos macacos acadêmicos, que você citou)? Geralmente, esse tipo de linguagem vem em um sistema completo, no qual os jargões se complementam, mas também são amarras de pensamento. Há “drible socrático” para isso?
Resistência dos acadêmicos, Ortega y Gasset, biólogos palpiteiros, Dawkins, jargão, preconceitos, sinapses, esquema protréptico, metanoia, “conversão”

3:47:18 – Qual poeta, além de Camões, conseguiu fazer a harmonia da língua ainda mais poderosa que os usos correntes na língua portuguesa?
Arcadismo, O Uraguai, Basílio da Gama, Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Castro Alves, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Drummond, Jorge de Lima, Murilo Mendes, Camões como modelo