Para ler poesia

Grandes Poemas da Língua Portuguesa

"O vivo e puro Amor de que sou feito
Como matéria simples busca a forma."
(Luís de Camões)

  • SOBRE O CURSO
  • INSCRIÇÃO
  • O PROFESSOR

Este é um combo composto por dois cursos ministrados pelo Prof. Rafael Falcón:

1. Grandes poemas da língua portuguesa;

O curso tem por objetivo fazer uma leitura acompanhada de seis grandes poemas. Diversos assuntos são discutidos no decorrer das aulas, tais como: linguagem poética, crítica literária, figuras de linguagem, níveis de discurso, etc.

2. A formação do poeta;

É uma reunião de quatro palestras onde o professor descreveu o caráter e a formação de Virgílio, considerado o maior poeta de nossa civilização.

Todo o material será disponibilizado juntamente com as aulas, em formato PDF ou semelhante. 

Por que um curso sobre poesia?

Compreender os grandes poetas pode ser uma primeira etapa para compreender a vida. Contudo, as modas acadêmicas, transmitidas às escolas por meio de professores diplomados, têm definido o poema como uma máquina verbal destinada a causar prazer. Como os estudantes não sentem prazer algum em decifrar versos complicados de autores mortos, é natural que dêem de ombros e se dediquem a outras preocupações, alegando "não gostar de poesia".

Como é que se pode gostar ou desgostar de algo que não se conhece? Quem nunca dirigiu um carro não pode dizer que "não gosta de dirigir", mas que não sabe fazê-lo. No caso da poesia, essa rejeição aparentemente indestrutível é um problema muito maior por causa de sua extrema importância na educação do homem civilizado: interpretar uma obra literária é treino imprescindível para o uso culto do idioma e, aliás, para a compreensão das disciplinas mais avançadas.

Não surpreende, assim, que, já na universidade, jovens e velhos despreparados produzam uma pilha de dissertações confusas, mal escritas e mal pensadas, completamente alheios à poesia, que pensam ser um mero passatempo, mas é o remédio provado pelos séculos que poderia curá-los.

"E a memória dos deuses, e o solene
Sentimento de morte, que floresce
No caule da existência mais gloriosa
"
(Carlos Drummond de Andrade)

Cegos guiando cegos

Para complicar as coisas, o abandono da poesia coincidiu com uma assombrosa puerilização do pensamento, a qual, por sua vez, incidiu sobre a mesma poesia, produzindo as aberrações que hoje chamamos de crítica literária. Pelo baixo nível dos professores de literatura e dos críticos, vê-se que a poesia, talvez o elemento mais básico de toda civilização antes da nossa, se tornou um fenômeno incompreensível, um mistério que arqueólogos tentam explicar mediante hipóteses estabanadas.

A poesia talvez seja um elemento demasiado profundo da existência humana para que se possa defini-la teoricamente, mas é hoje tão acessível quanto antes, sob o regime tradicional da explicação de textos (enarratio poetarum). É mergulhando, sob orientação de um professor competente, no poema como experiência intelectual completa que se descobre o que ele é e para que serve. Quem o faz, percebe que não existe vida da inteligência que não passe pelo estudo dos grandes poetas, e que a "civilização avançada" pós-literária é uma piada de mau gosto: sendo pela literatura que se formam os homens, eliminá-la é declarar que, se temos televisões e computadores, já podemos viver vantajosamente como quadrúpedes.

"Ganhe um momento o que perderam anos:
Saiba morrer o que viver não soube."
(Manuel Maria Barbosa du Bocage)

Como se aprende a ler poesia?

Não convém ler poesia da mesma maneira que lemos outros textos mesmo a prosa dita "poética". O poema é uma forma de linguagem singular, talvez a primeira e origem das outras, extremamente expressiva e condensada; por isso mesmo, só se revelam seus segredos caso seja lido com arte. Não se pode esperar que as palavras arrombem a sensibilidade do leitor e invadam sua inteligência, sem que ele mesmo antes as convide e prepare-se para recebê-las como deve.

Torna-se, porém, praticamente impossível ler um poema com propriedade, quando nunca se viu alguém fazê-lo. Tal como seria arriscado tentar dirigir um carro ou navegar sem ter antes acompanhado alguém com experiência e conhecimento real, assim também com a poesia. Este curso visa, assim, a apresentar alguns dos melhores poemas da língua portuguesa, não sob a ótica do filólogo ou do historiador da literatura, mas precisamente do leitor de poesia: não quer formar especialistas, mas contribuir para a educação do homem civilizado.

"Ser como o rio que deflui
Silencioso dentro da noite.
Não temer as trevas da noite."
(Manuel Bandeira)

Conteúdo das aulas

Luís de Camões (1524-1579)

Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805)

Manuel Bandeira (1886-1968)

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Augusto Frederico Schmidt (1906-1965)

Foram selecionados dez poemas de cinco autores canônicos. Todos os versos citados nesta página foram extraídos de poemas que serão explicados em aula.

As primeiras duas aulas serão dedicadas a quatro sonetos de Camões que se complementam e esclarecem, formando como que um sistema cuja resultante deve ser a contemplação do Amor.

A terceira se destina a mostrar, por três sonetos de Bocage moribundo, como a alma do pecador sinceramente arrependido encontra na morte o verdadeiro sentido da vida.

Na seguinte, Manuel Bandeira revela no símbolo do rio uma doutrina tão misteriosa quanto visceralmente real sobre a virtude e a vida humana.

Então veremos como o poema A Máquina do Mundo, de Drummond, que já foi eleito o mais importante do século XX, manifesta um drama constrangedor do intelectual brasileiro.

Nossa última aula será sobre o uso do símbolo e a grandeza ignorada de Augusto Frederico Schmidt, que revivifica o começo do Gênesis no poema O Pássaro.

"O pássaro paira sobre o mar recém-nascido
E inaugura o tempo."
(Augusto Frederico Schmidt)

A Formação do Poeta


Virgílio, o maior poeta da nossa civilização, fez uma longa jornada até torna-se o autor da Eneida.

Nesse breve curso, composto por quatro palestras, acompanharemos a trajetória do jovem Virgílio, seus primeiros desafios e primeiras vitórias.

 Através de seu exemplo biográfico refletiremos sobre como o caráter e a vocação se desenvolvem no embate com o mundo

Programa de aulas

  • Aula I: Quem é Virgílio?
  • Aula II: Virgílio, o modernista!
  • Aula III: A descida de Virgílio aos Infernos.
  • Aula IV: Surge um grande poeta.

A inscrição dará acesso aos dois cursos descritos nessa página. 

Grandes poemas da língua portuguesa & A formação do poeta.

Tenho dificuldades de ler poesia e textos literários, posso assistir ao curso mesmo assim?

É necessário ter conhecimentos de latim para assistir ao curso?

Poderei baixar as aulas para o meu computador?

Uma vez inscrito, até quando terei acesso às aulas?

É possível fazer o pagamento parcelado da taxa de inscrição?

Alguma dúvida? Escreva para contato@rafaelfalcon.com.br